quinta-feira, 8 de abril de 2010

diários de viagem - desenhos do quotidiano, por eduardo salavisa


Seg 12 ABR, 21h45, encontro de Abril

Desde sempre, viajantes munidos de cadernos desenharam e escreveram sobre o que observavam e sobre aquilo que reflectiam. Para o percurso de alguns artistas os desenhos dessas viagens foram mesmo decisivos para o seu percurso artístico (Delacroix e Le Corbusier são dois bons exemplos). Mas também podemos desenhar no nosso dia-a-dia como se viajássemos – é uma boa maneira de nos iniciarmos ou de continuarmos na actividade do desenho. Autores contemporâneos, de várias profissões e actividades, desenham habitualmente em cadernos transportáveis, a que chamamos Diários de Viagem ou Diários Gráficos. Neste livro, 35 desses autores falam-nos dessa experiência e entreabrem-nos os seus cadernos. Ouvindo professores e alunos de vários níveis de escolaridade, compreendemos, por fim, como o Diário Gráfico, constitui uma ferramenta pedagógica fundamental, que estimula a capacidade de observar e de desenhar.

EDUARDO SALAVISA nasceu em Lisboa onde vive e trabalha. Andou pela Escola de Belas Artes de Lisboa onde se licenciou em Design de Equipamento por volta de 1980. Trabalhou em Design Industrial, concebendo algumas peças que depois eram produzidas, em reduzido número, e comercializadas. As que lhe deram mais gozo foram uns brinquedos de madeira. Devido a vários condicionalismos, o Design deixou-lhe algumas desilusões, dedicando-se mais à pintura. Fez algumas exposições, de pintura e de desenho, sendo sobretudo o desenho que o interessa pelo seu carácter experimental e por ser mais um processo que um resultado. Por esta razão começou a interessar-se pelos Diários de Viagem, ou Gráficos, pelo registo sistemático do quotidiano, pelo seu carácter lúdico e simultaneamente didáctico. É professor no ensino secundário na Escola Secundária Pedro Nunes, em Lisboa. Além de fazer o seu próprio Diário, não só em viagem mas quotidianamente, estuda os de outros autores, utilizando-os nas suas aulas e nas de outros professores. Além de valer a pena comprar o livro, também se recomenda uma visita ao blogue

quarta-feira, 3 de março de 2010

segunda-feira, 1 de março de 2010

1 km de cada vez, de Gonçalo Cadilhe




Gonçalo Cadilhe é o convidado da próxima sessão da comunidade de leitores da Velha-a-Branca que terá lugar no dia 1 de Março, às 21h45. A conversa decorrerá em torno do seu livro mais recente, 1 Km de cada vez.

GONÇALO CADILHE nasceu na Figueira da Foz em 1968. É licenciado em Gestão de Empresas mas depressa descobriu que o que lhe interessava se encontrava na direcção oposta. Despediu-se do emprego, da família e do país e começou a viajar e a escrever. É colunista do Expresso, ocasionalmente guia de viagens e ultimamente tem assinado documentários para a RTP2. Sem saber muito bem como se definir profissionalmente, reconhece no entanto um fio condutor a tudo o que faz na vida: o que quer que seja, é feito em viagem, pelos cantos mais espantosos do planeta.

Em 1 Km de cada vez, o seu livro mais recente, Gonçalo Cadilhe apresenta ao leitor impressões pessoais sobre as suas mais recentes andanças. Durante quinze meses, viajou sem pressas e sem datas por destinos tão fabulosos e longínquos como as Galápagos, o Sudeste Asiático, a América Central, a África Austral, a Polinésia, as Caraíbas ou a Oceânia. E de terra em terra, entre um abraço e uma despedida, o autor partilha com o leitor os encontros, os lugares, as leituras, os contratempos e as alegrias de uma viagem em slow-motion pelas estradas do planeta

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A Última Escala do Tramp Steamer, de Álvaro Mutis



A última escala do Tramp Steamer, de Álvaro Mutis, é o livro da próxima Comunidade de Leitores da Velha-a-Branca, que se reunirá no dia 1 de Fevereiro, às 21h45, na Velha-a-Branca. A apresentação é de Elisa Maria Alves.

Elisa Maria Alves trabalha numa empresa distribuidora de produtos alimentares. Tem pena que os livros nem sempre sejam tratados com a sensibilidade com que está acostumada a ver serem tratados artigos de mercearia ou garrafeira.

Em A última escala do Tramp Steamer, de Álvaro Mutis, acompanhamos as aventuras e desventuras de Alción, um velho cargueiro em fim de vida, buscando cargas para transportar, em sítios tão diferentes como Helsínquia, a foz do Orinoco ou Lisboa. Ainda que não seja de carne e osso, o Alción é uma personagem comovente. Assistimos também à história de amor entre o seu capitão, o basco Jon Iturri, e a libanesa Warda. Elisa Maria Alves considera que o livro é uma metáfora da vida, e dos amores efémeros e impossíveis.

Álvaro Mutis – A última escala do Tramp Steamer, de Álvaro Mutis. Porto: Asa, 1993

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Cartas de Paris, de Eça de Queiroz


“‘Vir no jornal!’ Ter o seu nome impresso, citado no jornal! Eis hoje, para uma forte maioria dos mortais que vivem em sociedade, a aspiração e recompensa supremas”, escreveu Eça de Queiroz em Ecos de Paris. Em Janeiro, no dia 11, às 21h45, a comunidade de leitores da Velha-a-Branca reunir-se-á para conversar sobre os textos parisienses de Eça de Queiroz reunidos em Cartas de Paris (Lisboa: Livros do Brasil, 2000).